Quinta dos Murças

A História de Murças

A História de Murças

A Quinta dos Murças situa-se não muito longe da cidade da Régua, na margem direita do rio Douro, entre a Régua e o Pinhão. É uma propriedade agrícola de 160ha situada ao longo de 3,2km na margem direita do rio Douro, junto à estação de Covelinhas, que se impõe pela impressionante verticalidade das suas vertentes cobertas de vinha, que acolhem dezenas das castas autóctones da região.

Possui um património riquíssimo que, para além de uma casa senhorial e suas dependências, inclui uma frente de rio com mais de 3 km. Beneficia de uma riqueza paisagística única, onde se sobrepõem encostas íngremes, socalcos, ribeiros, vinhas e olivais, que pode ser parcialmente observada da estrada que liga a Régua ao Pinhão.

A primeira referência escrita à Quinta dos Murças data de 1770, embora se saiba que a quinta já existiria, com outra designação, desde 1714 – na época, pertença de António Cardoso de Vasconcelos. Presume-se que o nome Quinta dos Murças tenha sido atribuído em referência ao fidalgo da casa real Miguel Carlos Cardoso de Sousa de Morais Colmeeiro Teles e Távora, capitão-mor da vila de Murça e proprietário das Murças desde 1756.

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Apesar das inúmeras referências à qualidade e excelência dos vinhos da Quinta dos Murças, a verdade é que as vinhas foram sendo continuamente negligenciadas e a quinta transaccionada de família em família e de sociedade em sociedade até que, em 1943, Manuel Pinto de Azevedo assumiu a administração da quinta, comprometendo-se na reabilitação do património e na replantação das vinhas.

Sob a direcção empenhada do agrónomo José de Freitas Sampaio, a Quinta dos Murças foi totalmente transformada, recebendo em 1947 a primeira vinha ao alto plantada no Douro, bem como o primeiro sistema de autovinificação alguma vez utilizado na região, novos armazéns de estágio e uma nova adega.

A Quinta dos Murças permaneceu na posse da família até que, em 2008, o grupo Esporão adquiriu a propriedade aos bisnetos de Manuel Pinto de Azevedo, assumindo a condução de uma das propriedades mais interessantes do Cima-Corgo. Esta tem apetência para produzir vinhos do Douro e Vinho do Porto, juntando dois dos melhores e mais conhecidos vinhos de Portugal.

Possui perto de 300.000 videiras, algumas plantadas em vinhas velhas que datam de 1947. Plantadas ao alto e em patamares, ocupando zonas com 300 m de altitude e zonas mais próximas da ampla frente de rio, os vinhedos beneficiam de diferentes exposições solares. Para além da vinha, existem cerca de 6.000 pés de oliveiras, um pomar com 800 laranjeiras, tangerineiras, limoeiros e outras árvores de fruto e cerca de 88ha de área florestal classificada.