Monte Velho

O traçado de uma região

O traçado de uma região

Uma das grandes riquezas do Alentejo é a sua paisagem natural. As planícies e os montes são de uma beleza singular tal como a arquitectura típica da região.

Uma das grandes riquezas do Alentejo é a sua paisagem natural. As planícies e os montes são de uma beleza singular tal como a arquitectura típica da região.

O “monte alentejano” que hoje conhecemos teve a sua origem no início da Iª Idade do Bronze, séc. VII a.C., e surge na sequência das deslocações de pessoas em massa dos grandes povoados para o interior do sudoeste peninsular.

Este modelo urbano, construído com inspiração na arquitectura mediterrânica transmitida pelos fenícios, privilegia a privacidade do espaço e completa-se no espaço aberto e infinito que é o Alentejo.

As casas de pedra, construídas a partir de linhas simples e rectangulares, com fachadas sóbrias e formas maciças são constituídas apenas por um piso térreo e poucas aberturas – uma janela e uma porta. De fora, destaca-se a pintura a cal branca, os rodapés a ocre ou azul e as pessoas sentadas à porta.

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A base da sua construção está na herança que foi passada de geração em geração e nos materiais que a própria terra oferece. A taipa, uma técnica que nasceu da necessidade de conservar o calor no Inverno e a frescura no Verão, é uma das mais utilizadas. Assim como o cal e o tijolo, duas matérias que acrescentam texturas, dimensões e carácter às casas.

Parte dessa história e identidade continua a ser valorizada e a servir de inspiração para a arquitectura contemporânea. Exemplo disso é a Adega dos Lagares, na Herdade do Esporão, que, construída em taipa, além de reunir as melhores condições para a produção dos nossos vinhos, é uma homenagem à arquitectura regional.

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Na nova campanha de Monte Velho, quisemos que a arquitectura alentejana estivesse também presente. Sendo parte da identidade da região é, automaticamente, parte da história deste vinho e deste projecto. Mais uma vez, aqui, o passado e o presente foram colocados a caminhar de mãos dadas. E foi através desta tradição e da sua história, hoje aliada a novos projectos e ideias, que criámos a imagem da “Casa Alentejana”.