Desde o Séc. XIX que artistas como Toulouse Lautrec pintam obras de arte que têm como função publicitar este ou aquele produto. Hoje, torna-se cada vez mais vulgar encontrar obras de artistas consagrados nos rótulos dos nossos vinhos. Em Portugal, nenhuma outra marca cultiva tão forte ligação à arte como a Herdade do Esporão, uma espécie de Mouton-Rothschild do Alentejo.
Preocupação cultural reforçada com a recente recuperação da Torre que é a sua imagem de marca, monumento onde ficarão de resto expostos os rótulos aqui passados em revista...

Rótulos de autores que emprestam todo o seu sentido artístico aos melhores vinhos de mesa da Finagra. Desde há 15 anos que a Herdade do Esporão apresenta regularmente quadros dos melhores artistas portugueses contemporâneos nos rótulos dos seus produtos topo de gama.
Dórdio Gomes (85), Cargaleiro (85 e 87), João Hogan (em 86, as peças produzidas para o Esporão dar-lhe-ão a vitória na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian), Júlio Pomar (87 e 90), Júlio Rezende (89), José Guimarães (91 e 92), Artur Bual (94), Mestre Isabelino (94 e 96) e Luís Pinto Coelho (95 e 97) formam uma impressionante galeria representando o que de melhor se produz nos diversos estilos e tendências da arte contemporânea portuguesa.
Por isso, da próxima vez que beber um vinho Herdade do Esporão, para além de apreciar o conteúdo, aproveite para "degustar" também a magnífica obra de arte que ilustra a garrafa.

É que a aposta da Finagra continua com vinhos que a empresa tem presentemente no mercado. Entre os mais recentes, Mestre Isabelino, com a sua pintura primitiva moderna, assina os rótulos do tinto de 94 e do branco de 96; Luís Pinto Coelho é responsável pelas «vestes» de três produtos distintos: o tinto de 95, e os branco e Garrafeira de 94 e Julião Sarmento executou o quadro que figura no rótulo do Esporão Reserva de 97.
NewsWine, 2003-11-10