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Complexo Arqueológico dos Perdigões

Em 15 de Outubro de 2004 a Herdade do Esporão inaugura o Núcleo Expositivo do Complexo Arqueológico dos Perdigões.
Instalado na Torre do Esporão, este Núcleo Expositivo resulta da recente descoberta do Povoado dos Perdigões, cuja origem remonta há mais de 5.000 anos.
A exposição é composta por alguns dos mais significativos vestígios do apogeu das primeiras sociedades camponesas do sul da Europa e representa o maior povoado calcolítico de Portugal e um dos maiores da península ibérica.
Objectos de uso doméstico, utensílios agrícolas, peças decorativas, de caça e objectos relacionados com a morte, onde inúmeras peças estão actualmente patentes nesta exposição que ilustra a história e costumes dos habitantes dos Perdigões.
A exposição assenta num percurso de aproximação ao sítio arqueológico que culmina nas sepulturas dos habitantes dos Perdigões.

 
O Núcleo Expositivo está dividido em 4 áreas:
Uma "metrópole" do 3º Milénio

As primeiras populações agrárias conduziram à emergência de sociedades complexas em que as arquitecturas adquiriram uma crescente monumentalidade.
Lentamente surgiram grandes povoados centrais, aglutinadores de vastas comunidades.
A arquitectura do Povoado dos Perdigões, orienta-se para a paisagem que se estende para nascente, até Monsaraz. Assentava numa planta circular estruturada por grandes fossos. O cemitério foi inserido numa área específica. Já no exterior, situava-se o recinto cerimonial definido por menires.

 
Uma comunidade camponesa

A vida nos Perdigões seria marcada por uma estreita relação entre a forte carga simbólica do sítio e a vida quotidiana típica de uma sociedade rural.
A partir do final do Neolítico, incrementaram-se na Península Ibérica as redes de circulação de gentes e produtos, daí que surjam no sítio vestígios que atestam trocas com locais distantes como a área de Lisboa ou o Mediterrâneo.

 
A morte

As atitudes perante a morte nos Perdigões enraízam-se nas tradições megalíticas dos camponeses neolíticos, mas com diferenças assinaláveis. Os sepulcros, com uma arquitectura que já não recorre a grandes pedras, aparecem agora estruturalmente associados ao povoado, numa área de necrópole bem individualizada.

 
Os mortos

O ritual detectado corresponde a deposições secundárias. Após a morte e decomposição dos corpos (realizada noutros locais), procedia-se à trasladação de partes dos esqueletos desarticulados para os sepulcros, onde eram depositados com alguns objectos de carácter pessoal e religioso. Os sepulcros escavados nos Perdigões assemelha-se, pois, a ossários colectivos, onde o indivíduo parece diluído no grupo.

 
Torre    Museu    Escavações    Porta Fortificada    Capela
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