É ao longo de 3,2km na margem direita do rio Douro, junto à estação de Covelinhas, que se estende a Quinta dos Murças. Está implantada na sub-região do Cima Corgo, entre o Peso da Régua e o Pinhão, e tem 156 hectares de área total. Os vinhedos ocupam 60 hectares e apresentam diferentes idades, altitudes e exposições. Devido à singularidade e excelência do terroir, a Quinta dos Murças goza de uma longa tradição na produção de uvas de elevada qualidade destinadas ao vinho do Porto. De resto, todas as vinhas são de letra A, classificação máxima da região. No Cima Corgo, a paisagem é inóspita, agreste, quase indomesticável. Avultam os vales fundos e escarpados. A flora desponta, fugidia, entre as fragas. Os solos são xistosos e cascalhentos. De resto, o clima apresenta-se severo: Os Invernos são frios e os Verões abrasadores. Apesar deste cenário natural pouco auspicioso, é do Cima Corgo que provêm alguns dos grandes vinhos do Porto e, mais recentemente, vinhos de mesa que rivalizam com os melhores do mundo. A Quinta dos Murças possui perto de 300.000 videiras, com idades até aos 80 anos. Estão plantadas ao alto e em patamares, ocupando zonas com 320 metros de altitude e zonas mais próximas da ampla frente de rio. Por conseguinte, os vinhedos beneficiam de diferentes exposições solares. Separadas por talhões, as castas são predominantemente autóctones – Tinta Roriz, Tinta Barroca, Tinta Amarela, Tinto Cão, Touriga Franca, Tinta Francisca e Touriga Nacional.