Dada a sua antiguidade e os diferentes proprietários que conheceu, alguns deles possidentes, é natural que a Quinta dos Murças integre um património edificado de algum valor histórico e com potencial enoturístico. Além da adega e dos lagares tradicionais, existe ainda uma casa senhorial construída no início do século XIX e posteriormente submetida a obras de restauro em 1940 e 1980. Acresce que, a somar à sua tipicidade arquitectónica, o edifício oitocentista é valorizado pela deslumbrante vista panorâmica sobre a albufeira do rio Douro e a paisagem vinhateira circundante. Importa ainda referir a presença das ruínas da Quinta de Vale Figueira, que datam de 1826. Entre os vestígios avultam diversas casas, armazéns, lagares em granito, uma capela e um riacho murado. A espessura histórica e o interesse turístico da Quinta dos Murças são reforçados pela proximidade da estação de Covelinhas, junto à qual foram construídos os armazéns e adegas da propriedade – o que facilitava as operações de carga e descarga de mercadorias. Hoje, a estação de Covelinhas mantém incólumes a sua beleza arquitectónica e a sua riqueza patrimonial, graças a obras de restauro efectuadas pela Refer. Aliás, a estação é uma das atracções das viagens turísticas na centenária Linha do Douro (1887).