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Quinta dos Mur�as Herdade Espor�o
 
 
 
 
 
Vinhas
 

Para a instalação da vinha, recorreu-se aos mais modernos métodos de drenagem dos solos, bem como a poderosas máquinas para a desagregação das pedras, a fim de permitir um bom desenvolvimento das cepas.

As castas são cuidadosamente seleccionadas, sempre com a preocupação em recuperar as castas alentejanas, defendendo-as e valorizando-as, sem no entanto modificar as suas características próprias.

Apesar da reconhecida qualidade do vinho do Alentejo, a Esporão, S.A. instalou na Herdade do Esporão um campo ampleográfico, com o fim de testar a qualidade das castas e, assim, determinar a contribuição percentual de cada um dos seus vinhos.

A produção média da Herdade do Esporão é actualmente superior a 7.000.000 de litros por ano, alcançando assim o objectivo inicial da Esporão, S.A. de produzir os melhores vinhos em cada segmento, com uma boa relação qualidade/preço e em quantidades que lhe permitem garantir o mercado de exportação.

Instalação da Vinha

Abertura de perfis: Tem como objectivo a identificação da variabilidade de solos e identificação de alguma limitação física potencial à produção.

Geo-referenciação da Parcela: Levantamento topográfico da parcela por GPS para futura acoplagem (associação) ao sistema integrado de gestão da exploração. Este levantamento permite uma visualização mais correcta do declive, linhas de água, ensombramento (zonas de sombra) e escorrência da parcela. É fundamental para a elaboração do projecto de rega.

Definição das parcelas: Na definição das parcelas deve ser tomado em conta, não só o mapa da condutividade eléctrica como também a georreferenciação da parcela e abertura de perfis permitindo fazer uma avaliação da heterogeneidade da mesma.

Análises de solos: A colheita das amostras é feita na camada 0-50 cm de profundidade, depois de se fazer uma remoção das infestantes, pedras e outros detritos que existam à superfície. O terreno é percorrido em ziguezague e são retiradas sub-amostras ao acaso por parcela. Depois das sub-amostras bem misturadas, retira-se cerca de 0,5kg de terra, embala-se, coloca-se etiqueta e envia-se para um Laboratório credenciado.

Projecto de rega: Elaboração de um projecto de rega para posterior avaliação e instalação.

Escolha das plantas: Os porta-enxertos são escolhidos tendo em conta o tipo de solo, indução de vigor à planta, resposta ao enraizamento, resistência ao calcário activo, resistência à secura, comportamento em relação à humidade e à salinidade, e acção sobre o ciclo vegetativo. Na escolha das castas a plantar é dada preferência a variedades regionais e a variedades que de alguma forma possam potenciar a qualidade dos nossos vinhos e ainda que se adaptem as nossas características edafoclimáticas.

Aplicação de calcário: É feita de forma localizada nas linhas de plantação (1 m de largura) com um distribuidor de adubo pendular, adaptado para esta operação. A aplicação de calcário é isolada e antes da ripagem, de forma a evitar a formação de trifosfatos de cálcio (forma não absorvida) e ficar bem incorporado no solo.

Ripagem (“rasgar a terra”): É feita apenas na linha de plantação com maquinaria pesada e a uma profundidade de ± 1 m. É preciso ter a certificação que todos os dias, à profundidade de trabalho, o solo se encontra totalmente seco.

Abertura de valas de drenagem: Este sistema é constituído por uma vala aberta e quatro valas “cegas” (1m de profundidade, 0,7m de largura, tubo de drenagem perfurado com 12cm Ø, pedra bem limpa e de pequenas dimensões até meio da vala, manta geo-textil, completa-se com o restante com terra).

“Chisel”(alfaia agrícola) : Passagem do “chisel” na linha de plantação de forma a “fazer alguma terra”.

Despedrega: Manualmente (pedras de médias dimensões), ou mecanicamente (pedras de grandes e de pequenas dimensões) as pedras são retiradas do terreno para facilitar operações futuras. As pedras de pequenas dimensões são utilizadas nas valas “cegas”.

Fertilização de fundo: A fertilização de fundo é feita de forma localizada (faixa de 1 m) na linha de plantação com um localizador de fertilizantes.

Sementeira do coberto vegetal: Optamos por uma mistura de leguminosas e gramíneas (40% + 60%) induzindo assim aumentos na biodiversidade, na fixação e eficiência no uso do azoto, potenciando a produção de biomassa para um possível mulching (cobertura do solo com matéria verde ou inerte). A sementeira do coberto será feita com um semeador de linhas (sementeira directa com largura de 2,5 m) com densidades na ordem dos 25 kg/ha.

Fertilização do coberto vegetal: Devido à elevada exigência em fósforo do coberto, é aplicado superfosfato (50 kg/ha) com o intuito de melhorar a instalação e performance do coberto semeado.

Marcação da vinha: São marcados pontos estratégicos de 50 em 50 m (Topógrafo) e depois, com a ajuda de correntes com o compasso escolhido (3m × 1,5m), procede-se à colocação de um marcador no local onde vai ser colocada cada planta.

Instalação do sistema de rega: Optou-se por um tubo com gotejador a 50 cm de distância com um débito de 1,6 l/h permitindo uma distribuição mais homogénea da água aplicada.

1º Corte do coberto vegetal: Se houver necessidade, vai proceder-se ao corte do coberto vegetal, de modo a reduzir ao máximo o risco de formação de geada e a eliminar o crescimento de infestantes residentes. Esta operação é feita com um triturador de martelos.

Plantação: É feita com hidroinjectores acoplados a pulverizadores. Juntamente com a água de plantação é colocado um enraizante. Após a plantação, as plantas são regadas manualmente para um melhor aperto entre o solo e a planta.

Colocação de sondas capacitivas: São colocados tubos de acesso à Sonda “Diviner” nas manchas do solo com maior representatividade das sub-parcelas, de forma a ser monitorizada a humidade do solo, para futura elaboração de um plano de rega sustentado.

Aramação: O sistema de aramação é constituído por postes metálicos, com um arame para condução colocado 80 cm do nível do solo e dois pares de arames, em que a última estação fica situada a 180 cm do nível do solo.

Poda em verde: São eliminados todos os rebentos laterais da planta, para que o melhor inserido se possa desenvolver nas melhores condições.

Colocação de tutores: São colocados tutores (“pequenos postes” que seguram as pequenas plantas) de Bambu com 1,20 m de comprimento e ± 8 mm Ø de diâmetro.

Colocação de tubos protectores/crescimento: Utilização de tubos protectores/crescimento com cerca de 8 a 10 cm de Ø para proteger as novas plantas de roedores e induzir o seu melhor desenvolvimento.

Retanchas: São feitas com plantas envasadas, previamente encomendadas, de modo a que a plantação no primeiro ano fique a mais homogénea possível. O procedimento de plantação é idêntico ao já descrito anteriormente só mudando o diâmetro do hidroinjector a utilizar.

Rega: As regas vão ser efectuadas sempre que a plantação assim o exija e consoante as leituras de monitorização com a Sonda “Diviner”.

2º Corte do coberto vegetal: Após a maturação da semente do coberto vegetal, procede-se a um segundo corte para facilitar o restabelecimento do coberto no ano seguinte. Esta operação é feita por um triturador de martelos.

Manutenção da Vinha

O ano vitícola tem início nos finais de Outubro.

Pré-poda: Consiste na utilização de uma máquina que efectua o corte total do material vegetativo 15cm acima do arame de condução.

Poda: É realizada com tesouras manuais nas vinhas com menos de três anos (poda de formação), e com tesouras eléctricas nas vinhas mais velhas. As podadoras terão de ter preferencialmente frequentado um curso de formação de podadoras.

Tirar vides: Depois de podadas as videiras, as vides são retiradas do sistema de aramação por um grupo de operadoras.

Empar/Atar: Nos talhões em que o sistema de condução é o Guyot Duplo, a empa consiste em curvar a vara, atando a ponta ao arame com fio de macarrão (fio de atar em polietileno). Nos sistemas de condução Cordão Royat Duplo, Smart-Dyson e Scott-Henry, a empa só se efectua durante os anos de formação do cordão. Consiste em atar a vara ao longo do arame eliminando os gomos virados para baixo.

Triturar Vides: Com um Destroçador Mato efectua-se o destroçamento da lenha de poda de forma a facilitar as operações culturais seguintes e acelerar a degradação de toda a biomassa resultante da poda.

Aplicar herbicidas: Na linha de plantação, aplicam-se herbicidas com um pulverizador transportado ou rebocado, que possui uma barra com dois bicos nas extremidades.

Gradagem: Consiste em passar a terra com uma grade de discos (alfaia/equipamento). Esta operação realiza-se nos talhões onde as infestantes possuem maior desenvolvimento.

Escarificação: Consiste em passar a terra com um escarificador/chizel (alfaia/equipamento). Esta alfaia é escolhida quando as infestantes são mais pequenas.

Mobilização mínima: Consiste na utilização de um destroçador (alfaia/equipamento que corta ou destroça) para fazer o corte das infestantes existentes.

Monda manual: Nas vinhas com idade inferior a três anos faz-se uma monda (corte/eliminação de infestantes) manual na linha, na qual as infestantes são retiradas com a ajuda de uma enxada. Pode efectuar-se nas vinhas com mais de dois anos, sempre que se evidencie uma fraca resposta dos herbicidas.

Fertilização de manutenção: É feita preferencialmente por fertirrigação (adubos líquidos, através do sistema de rega).

Rega: Semanalmente, é inserido no sistema de programação o número de minutos a regar (fornecido pelo plano de rega) para cada sector e posteriormente confirmado no terreno pelo gestor vitícola. Sendo a vinha uma cultura de sequeiro, a rega funciona como complemento para a regularização da produção vitícola.

Desponta: Para ser benéfica para a qualidade de vindima, deverá ser realizada tão cedo quanto possível. Normalmente realiza-se entre os meses de Junho e Julho. Consiste em cortar as pontas das varas, de forma a parar o crescimento vegetativo e promover um melhor desenvolvimento dos cachos.

Poda em Verde: É uma operação que se realiza durante o desenvolvimento vegetativo da planta. As podadoras, manualmente e/ou com tesouras manuais, vão retirar à planta todos os crescimentos vegetativos que não sejam provenientes dos elementos de produção (talões e varas), e que não tenham influência sobre a poda de Inverno, de modo a favorecer o melhor arejamento da zona foliar e evitar o aparecimento de doenças criptogâmicas.

Monda de Cachos: É uma intervenção pontual e excepcional que só deve ser executada quando as previsões de produção sejam tais que ponha em causa a qualidade da uva aquando da vindima. É uma operação manual que consiste em retirar à planta parte da sua produção, de forma a melhorar a relação rendimento/qualidade. Esta operação realiza-se no final do mês de Julho e no início do mês de Agosto.

Vindima: A data de início das vindimas é determinada em função dos Índices de Maturação, que começam a ser feitos na última semana de Julho. São recolhidos para um saco plástico cerca de 200/300 gramas de bagos por talhão. Os bagos devem ser recolhidos por todo o talhão e nas diferentes partes dos cachos, de forma a serem fiéis à população que representam.

Vindima manual: Antes da passagem do grupo de vindimadoras, espalham-se caixas de vindima vazias da seguinte forma: os tractores, com um porta-paletes acoplado no hidráulico, transportam as paletes de caixas vazias, e com a ajuda de 2 homens, espalham as caixas pelas entre-linhas do talhão que vai ser vindimado. De seguida, o grupo de vindimadoras, munidas de tesouras de vindima, colhem as uvas desse talhão para caixas de plástico com capacidade de 25Kg. As mulheres dividem-se de modo a ficarem duas por entre-linha, e cortam a uva para a mesma caixa, que quando está cheia é colocada por debaixo das cepas (na linha). Após a passagem das vindimadoras, as mesmas equipas (tractores e homens) que espalharam as caixas, recolhem manualmente as caixas para paletes. As paletes são depois deixadas pelos tractores nas ruas da vinha. O transporte da uva para a adega pode ser feito de duas maneiras: se o transporte for feito nas caixas de vindima, as paletes são formadas nas ruas da vinha com 28 caixas cada no máximo. Depois, com o auxílio de um empilhador, são colocadas num reboque, no máximo, 6 paletes. Quando o reboque estiver carregado e as paletes atadas com uma corda, o reboque é levado para a adega. Cada reboque é acompanhado por uma ficha de vindima onde consta a data de vindima, o talhão, as castas, o n.º de caixas, o n.º do reboque, o tractorista que efectua o transporte e a hora do transporte. Se o transporte for feito em tegão de inox, o mesmo é acoplado a um reboque que depois vai para a rua da vinha e, com auxílio do empilhador e 2 homens despejam-se as caixas de uva para dentro do tegão. Quando o tegão estiver cheio, vai para a adega acompanhado pela ficha de vindima atrás referida.

Vindima mecânica: A máquina de vindimar vai sobre as linhas e com movimentos vibratórios desprende os bagos para os tapetes transportadores, que os levam para os tegões que se situam na parte superior da máquina. Quando os tegões da máquina estão cheios, são despejados para um reboque com tegão de inox, que se encontra na rua da vinha. Quando este tegão está cheio, é transportado para a adega, acompanhado pela referida ficha de vindima.

 
 
 
 
 
 
 
 
 


 
 
 
 
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