Texto 1
Tinham feito um acordo de paz e com saudade despediam-se para sempre. Ela ofereceu-lhe flores sem nome, e ele chamou-as Aloendros porque ela se chamava Alandra. E nunca mais D. João Peres de Aboim, Mordomo-Mor d´El Rei D. Afonso III e trovador, deixou estas flores silvestres. Levou-as para a sua Defesa do Esporão porque elas lhe lembravam a Princesa Moura por quem tinha suavizado crueldades, pacificado desavenças e conquistado sem violência.
Ela era a própria temperança, o amor e a saudade das coisas que duram para lá do tempo.
A Herdade do Esporão teve os seus limites fixados em 1267 por D. João Peres de Aboim, seu primeiro proprietário.
Os Aloendros do Esporão inspiram este vinho, suave e jovem, como a flor que todos os anos florescem em memória de um amor eterno.